
Você já sentou na cadeira de um dentista e pensou: “é hoje que minha alma vai embora junto com o dente”? Pois é, você não está sozinho. Vamos falar sobre a profissão que mais testa nossa fé, resistência e limite de dignidade: a odontologia. Ou seria odontossadofobia crônica aguda?
Você mal sentou e… zummmmm, lá vai a cadeira pra trás. O teto virou seu novo horizonte e, de brinde, vem aquela luz LED na cara que nem interrogatório de filme policial.
Dentista: "Relaxa."
Você: começa a lembrar das dívidas, ex-namorados, e um trauma de infância com jujuba.
Dentista: "E aí, como vai a família?"
Você: "Ghhuuueeebbhhrhh."
Dentista: "Que ótimo! E o trabalho?"
Você: "Rrrhhnnbhrgghhh."
Basicamente, você vira um Pokemón da gengiva. Mas tudo bem, ele entende, né?
Nada causa mais trauma coletivo do que aquele ZZZZZZZZZ do motorzinho. Pode estar desligado, pode estar só na sua cabeça — ele sempre assombra. E se alguém disser que “não dói nada”, você já sabe: mentiu. Esse alguém é tipo o ex que disse que ia mudar.
O tal do "espelhinho" que eles usam pra olhar seus dentes… é o olho do julgamento. Ele não só reflete seus molares, mas todas as suas falhas alimentares.
Dentista olhando: “Você andou comendo bala sete belo depois da escovação, né?”
Você, por dentro: “Como você sabe, demônio da profilaxia?”
Depois da consulta, o sorriso que o dentista te dá vem junto com um orçamento que te faz chorar em três parcelas.
“Então, só uma limpezinha, um canal e três resinas… dá o preço de uma moto usada.”
E você ali, considerando vender um rim ou viver de sopas pro resto da vida.
Dentistas são incríveis, mas a experiência é digna de um filme de suspense. A boa notícia? Mesmo depois de ter chorado, babado e perdido a dignidade naquele sugador de saliva… você ainda sai de lá com um sorriso novo e uma promessa:
“Dessa vez, eu vou passar o fio dental todo dia.” (Mentira. Você vai esquecer em dois dias.)